Edição Europa

2019 Número 1

Opinião

Amor maduro:

Receber, com muita honra!

Muitas vezes têm-me dito ou tenho ouvido que Amar é Dar. Que o amor verdadeiro implica ceder, negociar e renunciar. Vejo isto desde o angulo oposto; implica SER CAPAZ DE RECEBER E AGRADECER. Para mim, o amor maduro é permitir ao outro expressar-se, é ter a real intenção de compreendê-lo. Se estamos abertos e somos capazes de ver o aporte do outro em nós, aí estamos a querer, e provavelmente receberemos muito. Igualmente, a nós também nos querem e nos respeitam, quando nos permitem ser nós mesmos, na nossa plenitude e complexidade, sem que isso seja tomado como uma crítica ou uma ameaça.

É necessário negociar? Eu diria que é necessário o diálogo. Dialogar por dialogar, com a mente e com o coração, resgatando a valia da procura e aceitando a visão do outro como válida e igual de valiosa do que a própria. Aí é possível realmente compreender, modificar se fosse necessário, evolucionar e enriquecer-se mutuamente. Talvez seria mais fácil construir um amor maduro com quem realmente lhe interesse compreender-nos, respeitar-nos e receber de nós o que genuinamente podemos dar.

Alejandra Claro / Periodista da Universidade Católica do Chile, com pós-graduação em direção teatral desta universidade e de psicologia, no Instituto Chileno de Psicoterapia Analítica. Foi editora de revistas de negócios e institucionais, jornalista de programas de tv, guionista e diretora de cinema independente.

Alejandra Claro / Periodista da Universidade Católica do Chile, com pós-graduação em direção teatral desta universidade e de psicologia, no Instituto Chileno de Psicoterapia Analítica. Foi editora de revistas de negócios e institucionais, jornalista de programas de tv, guionista e diretora de cinema independente.

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